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6 de novembro de 2013

O rei do camarote é só mais uma vítima da classe média invejosa

Livan Pereira

Sempre que um capítulo de uma novela termina, ao final dos créditos aparece aquele aviso que quase ninguém presta atenção que diz “esta é uma obra de ficção e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência”.

Pois foi este o recado que eu fiquei esperando quando acabei de ver o vídeo do senhor Alexander Almeida, o rei do camarote, o cara que ficou conhecido nacionalmente por conta de uma matéria da revista Veja, em que aparece andando de Ferrari, mostrando o seu guarda roupas lotado de camisas de grife e calças que custam mais do que uma motocicleta e gasta mais de 50 mil reais em uma balada, comprando “champas” pra umas mulheres desconhecidas. desde que elas sejam gostosas.

Comecei a pensar que aquilo (o vídeo) era armado, que foi feito por alguém pra sacanear com a revista, e realmente há quem diga que tudo não passou de uma armação e esse nem é o nome do cara, outros dizem que o cara existe, deu a entrevista mesmo, mas por conta da repercussão negativa do caso, ele mesmo procurou um determinado programa humorístico de qualidade duvidosa pra vender a história como se fosse uma trollagem. As teorias são muitas, vamos aguardar.

Mas depois de um tempo eu comecei a pensar: ainda que tudo isso tenha sido forjado, ainda que esse cara seja um morador de um conjunto habitacional qualquer, realmente existem pessoas assim, que esbanjam, que se exibem e ostentam tudo o que tem.

É natural do ser humano se exibir, contar vantagem e querer competir com seus iguais, você sempre quer ter um carro melhor que seu vizinho, sua mulher quer ser mais gostosa que a sua secretária e assim por diante. É normal você ver alguém postar no facebook as fotos da viagem que fez à Paris ou à Praia Grande, tirar foto do carro novo, do look da balada, ou do prato de comida daquele restaurante bacaninha que todo mundo anda falando.

Isso também é ostentar, obviamente que em uma escala muito menor, mas é. Você também está se exibindo para seus amigos, assim como o rei do camarote fez, mas, como ele supostamente tem muita grana, ele esbanja nas baladas mais tops, com as bebidas mais caras, porque balada é statis, mas aposto que você já postou foto de uma garrafa de absolut ou de um black label com red bull, logo, você também é igual o rei do camarote. Acontece que muitos não admitem a inveja e pra disfarçar, as transformam em críticas sem o menor fundamento e partem para as ofensas pessoais.

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Não me sinto ofendido com o cara gastar cinquenta mil dinheiros em bebidas pra mulheres que ele nunca viu e certamente nunca mais verá, pode ser uma atitude que eu não concorde, vinda de um cidadão que me parece vazio, que acredita que o dinheiro comprará amigos e lhe garantirá ser adorado por tantos outros, mas isso é uma questão de escolha e opinião.

E sendo ele o dono da grana, o modo que ele gasta o DINHEIRO DELE, eu não me importo nem um pouco, pois como diz o meu sábio pai, “caixão não tem gaveta”, e dinheiro é feito pra gastar mesmo, se o rei do camarote trabalha honestamente pra esbanjar, parabéns pra ele, não é crime ser milionário num país de uma classe média invejosa, pois tivesse eu grana pra sobrar assim, não ia pagar bebida de 700 reais a garrafa pra uma desconhecida só por causa do tamanho G dos seus peitos e P do seu vestido, mas ia torrar tanta ou mais grana em uma coleção de hot wheels e outra pequena fortuna em todos os tipos de máquinas de pinball que eu encontrasse à venda.

AssinaturaLivan

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