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2 de março de 2016

ADVOGADA É AGREDIDA POR POLICIAL DENTRO DA DELEGACIA

Livan Pereira
A advogada Iara Maria Alencar, 63 anos, foi agredida física e verbalmente por agente da Polícia Civil dentro da Delegacia de Paraíso do Tocantins na noite do último sábado, 27.
O fato teria ocorrido por volta das 20h30, quando a advogada estava na delegacia atendendo um cliente menor de idade detido. Ao constatar o início de tumulto entre seu cliente e outro envolvido, Iara foi acompanhar a situação sendo interpelada pelo policial de forma agressiva.
Além de desrespeitar a profissional, o agente teria a ofendido com palavras de baixo calão, a empurrado e arrastado no chão, e ameaçado disparar sua arma. A advogada ficou com hematomas no braço direito.
Iara chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o policial, mas passou mal e teve que ser removida de ambulância do DP para o Hospital Geral de Palmas, onde recebeu atendimento médico. Posteriormente se dirigiu ao IML para exame de corpo de delito.
"Tenho 63 anos de idade e 40 anos de profissão. Nunca foi agredida dessa forma exercendo minha profissão. Para mim, esse profissional não está habilitado a trabalhar na Polícia Civil", declarou a advogada em visita à OAB.
Providências
O fato deixou a advocacia tocantinense indignada. Por isso, nesta segunda-feira, 29, o presidente Nacional da OAB, Claudio Lamachia, e o presidente da seccional de TO, Walter Ohofugi, se reuniram com o governador do Estado, Marcelo Miranda, que se comprometeu a "solucionar esse caso".
Além disso, Lamachia e Ohofugi, junto à Procuradoria de Prerrogativas da OAB/TO e à Comissão de Proteção e Defesa da Mulher, entregaram ao subsecretário da Segurança Pública, Abizair Antônio Paniago, um pedido formal de instauração de processo administrativo e disciplinar.
Para Lamachia, não há nada que Iara possa ter dito ou feito que justifique o que ocorreu no sábado à noite. "Por mais que a advogada tenha exagerado ou falado algo, e aqui não estou dizendo que fez, não tem nada no mundo que justifica o uso de xingamentos, a violência física ou o revólver apontado para ela."

Ohofugi afirmou "que a seccional seguirá vigilante na apuração do caso e cobrará por punição ao agressor". "A advogada foi aviltada na profissão, o que é uma afronta à advocacia."
Fonte: Migalhas

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